Akzo Nobel investe na produção de tintas para plásticos especiais.
Rita Karam de São Paulo





A subsidiária brasileira da holandesa Akzo Nobel planeja triplicar sua receita com tintas para plásticos especiais (não automotivos) até 2005. Para tanto, conclui este ano investimento de US$ 1 milhão em equipamentos de controle e laboratório e, nos próximos dois anos, investirá mais US 1 milhão na produção.

O objetivo é ter no Brasil a mesma tecnologia e qualidade que tem fora do País na especialidade plásticos, informou, o diretor da área de Tintas Industriais para a América do Sul, José Manoel Sardo. A operação brasileira contará com reforço da belga Technicoat, comprada no início deste mês pelo grupo holandês, e especializada na área, afirmou o gerente de negócios da divisão de Tintas Industriais da Akzo, Marco Antoniassi.

Segundo Antoniassi, o interesse mundial da Akzo em aumentar presença nessa área com a compra de ativos beneficia o Brasil, que ganha com o repasse de informações e tecnologia. A meta de Sardo e Antoniassi é aumentar a receita brasileira com tintas para plástico do cerca de US 3 milhões deste ano para US$ 10 milhões, em dois anos. A operação responde por 12% do faturamento total da divisão de tintas industriais no Brasil segundo Antoniassi. Além de plásticos, a área engloba também o segmento de vidros, no qual a fábrica brasileira inicia operação.

Embora busque melhorar seu processo na pintura de plásticos, a unidade brasileira já desenvolveu com sucesso a pintura de vidros e está repassando essa tecnologia para outras unidades do grupo.Antoniassi afirmou que o grupo não tinha no mundo uma plataforma de produto voltada para o vidro, um mercado importante, principalmente na Europa.

O principal mercado da Akzo nessa área de especialidades plásticas, que inclui o vidro, são as industrias de embalagens para cosméticos e eletroeltrônica, com destaques para telefones. Segundo o gerente de negócios da Akzo, a empresa já fornece para as principais fabricantes de embalagens de cosméticos e também para fábricas de celulares Motorola.

Mas os produtos têm vasta gama de aplicação, como na produção de capacetes, prancha de surf e bolas de golfe.

O maior investimento feito pela divisão este ano, entretanto, foi o de US$ 3 milhões para atender um contrato com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) que coloca no mercado o aço pré-pintado. Inicialmente a capacidade da empresa é para fornecer 2 milhões de litros de tinta por ano para a CSN, o que permite revestir 110 mil toneladas de aço.

No momento a área mais importante para a empresa no Brasil é a de tintas e verniz para madeira, que fica com 45 % da receita. Além da madeira, aço e especialidades, a divisão de tintas industriais mantém ainda a produção de resina.


GAZETA MERCANTIL CADERNO A11 (RITA KARAM) - 28/10/ 2003