A Akzo Nobel Tintas Industriais,
multinacional holandesa líder mundial no segmento de
tintas, acaba de inaugurar uma nova célula de produção
na unidade de Guarulhos com capacidade para fornecer 2 milhões
de litros de tinta por ano que poderão revestir 110
mil toneladas de aço pré-pintado anualmente.
O novo negócio que recebeu investimentos da ordem de
3 milhões vinha sendo estudado há seis anos
pelo grupo no Brasil e foi impulsionado pela entrada da Companhia
Siderúrgica Nacional (CSN) no segmento de aço
pré-pintado há cerca de quatro meses.
A Akzo Nobel está de olho no potencial de crescimento
do mercado de aço pré-pintado no Brasil, principalmente
depois que a CSN entrou nesse nicho. Segundo informações
do gerente da Unidade Coil da empresa, Flávio Jaconis,
o Brasil consome anualmente de 60 a 80 mil toneladas anuais
de aço pré-pintado e a expectativa é
de que existe espaço para aumentar pelo menos quatro
vezes essa demanda que nos Estados Unidos é de 5 milhões
de toleladas por ano.
O executivo assegura que o grupo Akzo Nobel tem interesse
em expandir atividades em mercados emergentes. O grupo vislumbra
a possibilidade de aumentar a sua capacidade produtiva no
segmento de tintas para aço pré-pintado no Brasil
caso haja também incremento produtivo na unidade da
CSN no Paraná, de onde sairão bobinas e chapas
com proteção adicional contra corrosão
em uma gama de cores que permitirá maiores alternativas
aos projetos de engenheiros e arquitetos.
Hora certa
Esse segmento, anteriormente, estava na mão de um só
fornecedor que não tinha aço como matéria-prima,
de modo que a multinacional holandesa tinha receio em fazer
grandes investimentos para produção de tintas.
A partir da entrada da CSN no segmento de aço pré-pintado,
explica Jaconis, a Akzo não teve dúvidas de
que havia chegado o momento de investir pesado já que
a companhia é um dos grandes nomes brasileiros na produção
siderúrgica.
Na unidade de Guarulhos onde foi instalada a célula
de produção de tintas para aço pré-pintado,
o sistema de produção, explica o gerente Jaconis,
é considerado ecologicamente correto já que
o gás do solvente usado na fabricação
não é lançado no ar e sim recolhido e
utilizado na geração de energia local. "Essa
é uma tecnologia recém-chegada ao Brasil mas
que já está consolidada mundialmente",
acrescenta.
O executivo também ressalta que a empresa está
capacitada não só a atender o mercado nacional,
como ainda fornecer para uma demanda crescente que virá,
levando-se em consideração as características
do produto e as suas possibilidades de utilização.
- Os benefícios oferecidos pela tecnologia do pré-pintado
estão determinando uma tendência no mercado que
é a substituição do processo pós-pintado,
na medida em que esse é um produto de valor agregado
maior, pelo qual o consumidor final elimina o processo de
pintura - opina Jaconis.
O diretor da Akzo Nobel para a América do Sul, José
Manoel Sardo, também está otimista com os novos
negócios do grupo no Brasil. O executivo destaca que
a empresa ao investir no segmento de tintas para aço
pré-pintado "está contribuindo para melhorar
a qualidade do produto final, além de gerar redução
de custos no processo de manufatura, aumentando a produtividade,
na medida em que a técnica elimina número de
processos e reduz perdas, permitindo ainda a redução
de impactos ambientais".
Grupo emprega 68 mil pessoas em 80 países
O aço pré-pintado tem possibilidades de uso
mais comuns na indústria da construção
civil para a produção de telhas e tapamentos
laterais, painéis termoacústicos, portas, portões,
além de forros, eletrocalhas, estruturas metálicas
leves, persianas, quadros escolares e esquadrias. Também
tem aplicação na indústria automobilística.
O produto possui aplicabilidade na indústria de geladeiras,
fogões, microondas, lavadoras de roupa, secadoras,
condicionadores de ar, podendo ser também usado para
embalagens, móveis, gabinetes de computadores, videocassetes,
luminárias e divisórias.
A Akzo Nobel está no Brasil há cerca de 30
anos. Possui uma unidade no Rio de Janeiro e outras quatro
em São Paul _além de outras duas unidades especializadas
em farma e química. O grupo tem fábricas em
80 países. Emprega 68 mil funcionários. Tem
faturamento global de cerca de US$ 15 bilhões por ano,
dos quais 40% provenientes de vendas de tintas.
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